Plano de Argand-Gauss





A cada número complexo z = a + bi, podemos associar um ponto P no plano cartesiano. No complexo podemos representar a parte real por um ponto no eixo real, e a parte imaginária por um ponto no eixo vertical, denominado eixo imaginário.
A este ponto P, correspondente ao complexo z = a +bi, chamamos de imagem ou afixo de z. Observe a representação da interpretação geométrica dos números complexos:
Atualmente, o plano dos números complexos é conhecido como plano de Argand-Gauss.

Com base no plano representado vamos calcular a distância p (letra grega: rô), entre os pontos O e P. Observe que basta aplicarmos o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo, dessa forma temos:
O mód
ulo de z é representado pela grandeza p, mas também pode ser representado por |z|.
A ângulo Ө (0 ≤ Ө < 2π), formado pelo eixo real e a reta do segmento OP, é chamado de argumento de z (z ≠ 0) e é indicado por Arg(z). Baseado nessas definições podemos estabelecer as seguintes relações na interpretação geométrica dos complexos:

Exemplo
Calcule o módulo e o argumento do número complexo z = 1 + 2i.

Módulo
a = 1 e b = 2


Argumento
Ө = Arg(z) 
     Portanto, o argumento de z é o arco cuja tangente é 2.           
Veja como ficaria o gráfico representativo do número complexo z = 1 + 2i.
Adição, Subtração e multiplicação de números complexos!


Os números complexos são escritos na sua forma algébrica da seguinte forma: a + bi, sabemos que a e b são números reais e que o valor de a é a parte real do número complexo e que o valor de bi é a parte imaginária do número complexo.

Podemos então dizer que um número complexo z será igual a a + bi (z = a + bi).

Com esses números podemos efetuar as operações de adição, subtração e multiplicação, obedecendo à ordem e características da parte real e parte imaginária.

Adição

Dado dois números complexos quaisquer z1 = a + bi e z2 = c + di, ao adicionarmos teremos:

z1 + z2
(a + bi) + (c + di)

a + bi + c + di

a + c + bi + di

a + c + (b + d)i

(a + c) + (b + d)i

Portanto, z1 + z2 = (a + c) + (b + d)i.

Exemplo:
Dado dois números complexos z1 = 6 + 5i e z2 = 2 – i, calcule a sua soma:

(6 + 5i) + (2 – i)
6 + 5i + 2 – i
6 + 2 + 5i – i
8 + (5 – 1)i
8 + 4i

Portanto, z1 + z2 = 8 + 4i.

Subtração

Dado dois números complexos quaisquer z1 = a + bi e z2 = c + di, ao subtraímos teremos:

z1 - z2
(a + bi) - (c + di)

a + bi – c – di

a – c + bi – di

(a – c) + (b – d)i

Portanto, z1 - z2 = (a - c) + (b - d)i.

Exemplo:
Dado dois números complexos z1 = 4 + 5i e z2 = -1 + 3i, calcule a sua subtração:

(4 + 5i) – (-1 + 3i)
4 + 5i + 1 – 3i
4 + 1 + 5i – 3i
5 + (5 – 3)i
5 + 2i

Portanto, z1 - z2 = 5 + 2i.

Multiplicação

Dado dois números complexos quaisquer z1 = a + bi e z2 = c + di, ao multiplicarmos teremos:

z1 . z2
(a + bi) . (c + di)

ac + adi + bci + bdi2
ac + adi + bci + bd (-1)
ac + adi + bci – bd
ac - bd + adi + bci
(ac - bd) + (ad + bc)i

Portanto, z1 . z2 = (ac + bd) + (ad + bc)I.

Exemplo:

Dado dois números complexos z1 = 5 + i e z2 = 2 - i, calcule a sua multiplicação:

(5 + i) . (2 - i)
5 . 2 – 5i + 2i – i2 
10 – 5i + 2i + 1
10 + 1 – 5i + 2i
11 – 3i

Portanto, z1 . z2 = 11 – 3i.

Forma trigonométrica de um número complexo

Forma trigonométrica de um número complexo


Sabemos que um número complexo possui forma geométrica igual a z = a + bi, onde a recebe a denominação de parte real e b parte imaginária de z. Por exemplo, para o número complexo z = 3 + 5i, temos a = 3 e b = 5 ou Re(z) = 3 e Im(z) = 5. Os números complexos também possuem uma forma trigonométrica ou polar, que será demonstrada com base no argumento de z (para z ≠ 0). 
Considere o número complexo z = a + bi, em que z ≠ 0, dessa forma temos que:cosӨ = a/p e senӨ = b/p. Essa relações podem ser escritas de outra forma, acompanhe: 

cosӨ = a/p → a = p*cosӨ 
senӨ = b/p → b = p*senӨ 


Vamos substituir os valores de a e b no complexo z = a + bi. 

z = p*cosӨ + p*senӨi → z = p*( cosӨ + i*senӨ) 
Essa forma trigonométrica é de grande utilidade nos cálculos envolvendo potenciações e radiciações. 

Exemplo 1 
Represente o número complexo z = 1 + i na forma trigonométrica. 
Resolução: 
Temos que a = 1 e b = 1 



A forma trigonométrica do complexo z = 1 + i é z = √2*(cos45º + sen45º * i). 


Exemplo 2 
Represente trigonometricamente o complexo z = –√3 + i. 
Resolução: 
a = –√3 e b = 1 


A forma trigonométrica do complexo z = –√3 + i é z = 2*(cos150º + sen150º * i).

Curiosidades!


Curiosidades

   A partir da Igualdade de Euler,  
 é possível construir a seguinte  relação:
eiπ + 1 = 0
Esta fórmula junta cinco dos mais importantes números da matemática: 0, 1, e, p e i e ainda três operações matemáticas - adição, multiplicação e exponenciação.
Euler adorava esta fórmula (considerava-a a mais bela das fórmulas) e mandou colocá-la por cima dos portões da Academia de S. Petersburgo, na Rússia.

  Da Igualdade de Euler temos que 
eiπ = -1, ei3π = -1, ...,  ei(2k + 1)π = -1, k Î Z
 devido à periodicidade das funções trigonométricas. Assim 
log (-1) = i(2k + 1)π, k Î Z
o que levou Euler a concluir, sem grande dificuldade, que log (x) tem muitos valores quando trabalhamos nos complexos.

 Outra forma de estudar os números complexos, z = a + ib, é vê-los como matrizes quadradas 2 x 2 da forma:
Desta forma, todas as propriedades dos números complexos podem ser obtidas através do estudo de matrizes.

  Gauss  (1777-1855) pensava nos complexos como pontos do plano. Por sua vez de Moivre  (1667-1754), Euler e Vandermonde  (1735-1796) tiveram a mesma ideia pois, ao tentarem resolver a chamada equação ciclotómica
xn - 1 = 0  
imaginaram as soluções como vértices de um polígono regular de n lados.
A álgebra demonstra-nos que qualquer polinómio de grau n em C tem n soluções. A equação anterior admite 1 como solução e, se desenharmos no plano complexo um polígono regular com n lados centrado na origem, com um vértice no ponto 1, os números complexos que correspondem ao demais vértices são as soluções da equação. Essas soluções são as raízes de índice n da unidade. 
 Aos números que são solução de uma equação ciclotómica é costume chamar-se Números de de Moivre.
De um modo geral as soluções da equação
   xn - w = 0 
onde n é um número natural e w um número complexo dado, formam um polígono regular de n lados centrado na origem. 
Exemplos:
x4 - 1 = 0 admite como conjunto solução {1, -1, i, -i}
  

  x3 - 2 = 0 pela fórmula de de Moivre para a radiciação, admite como conjunto-solução {3Ö2, 3Ö2cis(2π/3), 3Ö2cis(4π/3)}

   Os números complexos, z = a + ib, em que tanto a parte real a como a parte imaginária b são números inteiros são designados por Inteiros Gaussianos.
Exemplo: 5 - i8 é um inteiro gaussiano, ao contrário de 1/2 + i2.

História de uma unidade imaginária


História de uma unidade imaginária


Em 1545, na Itália, pesquisavam-se as soluções de equações algébricas. Um folheto de problemas proposto pelo matemático Girolamo Cardano exibia o seguinte problema:

"Dividir o número 10 em duas parcelas cujo produto seja 40".

Para Cardano, "o problema é manifestamente impossível, mas, mesmo assim, vamos operar": ele mostrou que os números 5 +  e 5 -  funcionariam como soluções do problema.

Contudo, ele não encontrou explicação para esses resultados. Somente supunha que esses números - uma vez obedecendo às regras da álgebra válidas para números reais - satisfaziam as condições impostas:

  • a soma dos dois números é 10;
  • produto dos dois números é 40.

    Algo mais inquietante ocorria na resolução da equação x3 - 15x - 4 = 0. Cardano conhecia a solução x = 4, mas a aplicação de uma regra prática levava a .

    Porém, como se chega a  = 4?

    A resposta foi dada em 1572, por Rafael Bombelli, a quem ocorreu que talvez cada uma das parcelas (expressas como raízes cúbicas) fossem algo do tipo a +  e a - .

    Supondo, novamente, que se pudessem operar tais entidades segundo as mesmas regras da álgebra dos números reais, ele chegou à forma:

     = 2 + 

     = 2 - 

    e, finalmente,

     = 2 +  + 2 -  = 4.

    O próprio Bombelli duvidou da validade desses resultados: "Foi uma idéia louca, julgaram muitos e também eu fui dessa opinião. Tudo parecia ser mais um sofisma que uma verdade."

    De fato, os nomes atribuídos a esses novos números refletem bem o desconforto que causaram, na falta de coisa melhor: números "sofísticos", "sem significado", "impossíveis", "fictícios", "místicos", "imaginários".

    Leonhard Euler

    Mesmo assim, eles vieram resolver a insuficiência dos números reais para a solução das equações algébricas, resolvendo o problema das raízes desses números.

    Entretanto, ainda faltava formalizarem-se as operações, propriedades e elementos especiais dos números complexos. Isso aconteceu mais de dois séculos depois com Leonhard Euler (1707-1783).

    Euler começou por melhorar a simbologia dos números complexos, substituindo a notação  por i, sendo i um ente tal que i2 = -1, chamado base dos números imaginários: a partir daí, o número a + b  passava a ser representado na sua forma algébrica, a + bi, possibilitando operações como se fossem polinômios.

    a + bi  (c + di) = a  c + (b  d)i
    (a + bi) . (c + di) = (ac - bd) + (ad + bc)i

    Para quaisquer x, y, z complexos, também se provaram as propriedades: i2
  • associativa da adição (x + y) + z = x + (y + z) 
  • associativa do produto (x . y) . z = x . (y . z)
  • comutativa da adição x + y = y + x
  • comutativa da multiplicação x . y = y . x
  • existência de um elemento neutro para a adição 
  • outro neutro para o produto 
  • existência, para cada número, de elemento oposto 

  • Sólidos de revolução

    Geometria espacial ITA (Problema 1)

    Matematica 74. Esfera, Superfície Esférica, Cunha e Fuso

    Aula 7 - Cones & Esferas

    Números complexos (lista de reprodução)

    História dos números complexos, Conjuntos Numéricos e Fórmula de Euler

    Números Complexos - Exercícios

    Questões:


    01. O produto (5 + 7i) (3 - 2i) vale:

    a) 1 + 11i
    b) 1 + 31i
    c) 29 + 11i
    d) 29 - 11i
    e) 29 + 31i


    02. Se f(z) =
    z2 - z + 1, então f(1 - i) é igual a:

    a) i
    b) -i + 1
    c) i - 1
    d) i + 1
    e) -i


    03. (FUVEST) Sendo i a unidade imaginária
    (i2 = -1) pergunta-se: quantos números reais a existem para os quais (a + 1)4 é um número real?


    a) 1
    b) 2
    c) 3
    d) 4
    e) infinitos

     
    04.
    Sendo i a unidade imaginária o valor de
    i10 + i-100 é:

    a) zero
    b) i
    c) -i
    d) 1
    e) -1

     
    05.
    Sendo i a unidade imaginária,
    (1 - i )-2
    é igual a:

    a) 1
    b) -i
    c) 2i
    d) -i/2
    e) i/2


    06. A potência
    (1 - i )16 equivale a:

    a) 8
    b) 16 - 4i
    c) 16 - 16i
    d) 256 - 16i
    e) 256


    07. Se os números complexos z1 = 2 - i e z2 = x + 1, x real e positivo, são tais que
    |z1 . z2|2 = 10 então x é igual a: 

    a) 5
    b) 4
    c) 3
    d) 2
    e) 1


    08. O módulo do complexo cos a - i . sen a é:

    a) -1
    b) -i
    c) i
    d) i4
    e) i5


    09.
    Calcular as raízes quadradas do número complexo 5 - 12i.


    10.
    Achar o conjunto-verdade, em R, da equação
    x8 - 17x4
    + 16 = 0.



    Resolução:

    01. C 02. C 03. C 04. A
    05. E 06. E 07. E 08. D
     09. 3 - 2i; -3 + 2i
    10. V = {1, i, -1, -i, 2, 2i, -2, -2i}

    Conceito e representações


    "1.4. Insuficiência dos números reais para a resolução de equações algébricas de 2° e 3° graus; o conceito de número complexo e suas representações - geométrica, algébrica e trigonométrica; interpretação algébrica e geométrica das operações e das raízes de números complexos - raízes da unidade."

    Na verdade os números complexos não apresentam uma grande dificuldade de definição e utilização.

    Dada a seguinte equação do segundo grau:


    Página 3


    Aplicando-se a fórmula de Bhaskara, tem-se:


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    que não possui solução dentro dos números reais.

    Para resolver isso, entra-se no campo dos números complexos.

    Define-se que:


    Página 3


    como sendo uma unidade imaginária.

    Logo a resolução do problema acima fica:


    Página 3


    Com duas soluções dentro do conjunto dos números complexos:


    Página 3


    O conjunto dos números complexos é indicado pela letra C.

    Uma forma de representar um número complexo é:


    Página 3


    onde a é a parte real e b a parte chamada de imaginária.

    Se a=0 então o número é chamado de imaginário puro.

    Note que se b=0 z é um número real. Então todo número real é um número complexo:


    Página 3

    O que existe além dos números reais?

    Gerônimo Cardano, médico e matemático italiano, publicou em 1545, em sua obra Ars magna, a resolução de equações do tipo x³ + px + q = 0. Essa resolução, relata Cardano, foi apresentada a ele por Nicolo Tartáglia. O método proposto por Tartáglia consiste em substituir a variável x por u – v tal que o produto uv seja um terço do coeficiente de x da equação. Cardano, resolvendo equações cúbicas através desse método, deparou-se com raízes quadradas de números negativos, que até então não eram aceitas pelos matemáticos. Vamos percorrer o mesmo caminho feito por Cardano para perceber algo surpreendente. Resolvamos a seguinte equação:

    x³ - 6x + 4 = 0

    Substituindo x por u – v de modo que o produto uv seja igual a um terço do coeficiente de x, que é -2 , obtém-se o sistema

    (u – v)³ - 6(u – v) + 4 = 0
    uv = -2

    u³ - 3u²v + 3uv² - v³ - 6u + 6v + 4 = 0
    uv = -2

    Fazendo uv = -2 na primeira equação e isolando v na segunda , obtém-se:

    u³ - v³ + 4 = 0
    v = -2/u
    1nc.jpg
    Chamando u³ = t temos:
    2nc.jpg
    Nesse momento, Cardano concluiu: como não existe raiz quadrada de número negativo, temos que não existem u nem v e, conseqüentemente, não existe x, pois x = u – v. Porém, espantosamente ele verificou que o número real 2 é raiz da equação
    x³ - 6x + 4 = 0, pois 2³ - 6.2 + 4 = 0.
    Essa constatação levou Cardano a considerar a existência de novos números, como por exemplo:
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    Nessa mesma época, outro grande matemático italiano, Rafael Bombelli ( cerca de
    1526 – 1573), teve o que chamou de “idéia louca”, operando com expressões que envolviam raízes quadradas de números negativos. Bombelli admitiu, por exemplo, a identidade:
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    Dando assim subsídios para o início da construção de um novo conjunto: o conjunto dos números complexos.
    Até agora, o conjunto universo utilizado na resolução de problemas e equações foi o conjunto R dos números reais. Algumas equações não tinham solução no conjunto dos reais. É o caso, por exemplo, da equação x² + 1 = 0
    x² + 1 = 0
    x² = -1
    S = {  }
    Agora, veja que, se tomarmos como universo um conjunto para o qual se admita a existência de raiz quadrada de -1 a equação passará a ter solução não-vazia.
    No conjunto dos números complexos,convenciona-se que:
    5nc.jpg
    Exemplo:
    Vamos resolver a equação x² - 2x + 5 = 0.
    6nc.jpg
    Conjunto dos números complexos é aquele formado pelos números que podem ser expressos na forma z = a + bi , em que:
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    8nc.jpg
    9nc.jpg
         A forma z = a + bi é denominada forma algébrica de um número complexo, em que a é a parte real e b, a parte imaginária.
    Tomando um número complexo z = a + bi, temos:
    a = 0   z = a + bi
    b ≠ 0  (imaginário puro).
    10nc.jpg
    Dessa maneira, todo número real pode ser expresso na forma
    a + bi com b = 0. Isso nos permite concluir que todo número real é também complexo.
    Exemplo:
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    Os complexos 6i e –i são imaginários puros e os complexos 4 e 0 são reais.
    Exercícios:
    Classifique cada número complexo a seguir como imaginário puro ou real:
    12nc.jpg
    Determine o valor de m e n para que o complexo
    z = (m² - 4) + (n³ - 27) i seja um imaginário puro.
    Resolução:
    z = a + bi é imaginário puro se a = 0 e b ≠ 0. Logo:
    m² - 4 = 0
    m² = 4
    m = -2  ou m = 2
    n³ - 27 ≠ 0
    n³ ≠ 27
    n ≠ 3

    Dados os complexos a seguir, determine:
    a) m e n para que z = m + (2m - n + 1)i seja imaginário puro.
    Resolução:
    m = 0
    2m – n + 1 ≠ 0
    -n ≠ -1
    n ≠ 1
    b) a e b para que z = (4a – 5) + (2b + 7)i seja real.
    Resolução:
    2b + 7 = 0                                   qualquer a є R
    2b = -7
    b = - 7/2

    c) x e y para que z = (2x + 4) – (y – 3) i seja o real z = 0.
    Resolução:
    2x + 4 = 0                                       y – 3 = 0
    2x = -4                                            y = 3
    x = -4/2 = -2

    Resolva as equações a seguir para U = C:
    13nc.jpg
    14nc.jpg
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    17nc.jpg
    Igualdade e operações

    Dados dois números complexos z1 = a1 + b1i e z2 = a2 + b2i, dizemos que eles são iguais quando a parte real de z1 for igual a de z2, o mesmo ocorrendo com as partes imaginárias:
    a1 + b1i = a2 + b2i ↔  a1 = a2 e b1 = b2

    Exemplo:
    Considere os complexos z1 = (a + 1) + 3i e z2 = 4 + (2 – b) i. Teremos z1 = z2 se ocorrer:
    (a + 1) + 3i = 4 + (2 – b) i
    a + 1 = 4
    a = 3
    2 – b = 3
    b = -1

    Adição e subtração

    Faz-se a adição ou a subtração dos complexos z1 = a1 + b1i e
    z2 = a2 + b2i somando ou subtraindo as partes reais, a1 e a2  e as partes imaginárias b1 e b2:
    (a1 + b1i) + (a2+ b2i) = (a1+ a2) + (b1+ b2) i

    (a1 + b1i) - (a2 + b2i) = (a1 - a2 ) + (b1 - b2) i
    18nc.jpg
    Dados os complexos z1 = 2 – 3i e z2 = z2 = 4 + 6i, temos:
    a)    z1 + z2 = 2 – 3i + 4 + 6i = 6 + 3i
    b)    z1 - z2 =  2 – 3i – ( 4 + 6i ) = -2 – 9i
    c)z2 – z1 = 4 + 6i – ( 2 – 3i ) = 2 + 9i
    d)2z1= z1 +  z1 = 2 – 3i + 2 – 3i = 4 – 6i
    e)2z2 = z2 + z2 = 4 + 6i + 4 + 6i = 8 + 12i

    Efetue as operações indicadas:
    a)(6 + 5i) + (3 – 4i) = 6 + 5i + 3 – 4i = (6 + 3) + (5 – 4)i = 9 + i
    b)(1 – i) – (3 – 2i) = 1 – i – 3 + 2i = (1 – 3) + (2 – 1)i = -2 + i

    Multiplicação
    Na multiplicação dos complexos   z1 = a1 + b1i e z2 = a2 + b2i, procede-se como na multiplicação de dois binômios, fazendo
    i² = -1. Assim:
    z1 = a1 + b1i
    z2 = a2 + b2i
    z1 . z2 = (a1 + b1i).( a2 + b2i)
    z1 . z2 = a1a2 + a1b2i + a2 b1i + b1 b2i²
    Como i² = -1, temos:
    (a1 + b1i).( a2 + b2i) = (a1a2 - b1 b2) + (a1b2 + a2 b1) i

    Exemplos:
    Vamos multiplicar z1 = 3 + 2i por z2 = 3 + 4i
    z1 . z2 = (3 + 2i )( 3 + 4i) = 9 + 12i + 6i + 8i² = 9 + 18i + 8(-1) =
    9 + 18i – 8 = 1 + 18i

    Se z1 = 4 e z2 = 2 -  5i, temos:
    z1 . z2 = 4(2 – 5i) = 8 – 20i
    Pode ocorrer também que o produto de dois números complexos seja um número real:
    z1 = 2 + i
    z2 = 2 – i
    z1 . z2 = (2 + i) (2 – i) = 4 – i² = 5


    Dados z1 = 1 – 3i e z2 = 2 + i, calcule:
        a)  z1 . z2
             z1 . z2 = (1 – 3i)(2 + i) = 2 + i – 6i – 3i² = 2 – 5i + 3 = 5 – 5i
       
        b) 2z1 - 3z2
                2z1 - 3z2  = 2(1 – 3i) – 3(2 + i) = 2 – 6i – 6 – 3i = - 4 – 9i      
          
        c)  z1²
            (1 – 3i)² = 1 – 6i + 9i² = 1 – 6i – 9 = - 8 – 6i

        d)  z2²
            (2 + i)² = 4 + 4i + i² = 4 + 4i – 1 = 3 + 4i

         e) (z1 + z2)( z1 - z2) 
             (1 – 3i + 2 + i)[1 – 3i – (2 + i)] =
             = (3 – 2i)[1 – 3i – 2 – i] = (3 – 2i)[-1 – 4i] =
             = -3 – 12i + 2i + 8 i² = -3 – 12i + 2i – 8 = -11 – 10i

    Dados os complexos  z1 = a + 2i e z2 = 3 – bi, determine a e b para que 2z1 - z2  seja um imaginário puro.
    Resolução:

    z1 = a + 2i
    z2 = 3 – bi
    2z1 - z2 = 2(a + 2i) – (3 – bi) = 2a + 4i – 3 + bi =
    = (2a – 3) + (4 + b)i
    Para  2z1 - z2  seja um imaginário puro devemos impor:
    2a – 3 = 0
    2a = 3
    a = 3/2
    4 + b ≠ 0
    b ≠ - 4

    Calcule o valor do número z = (5 – i)² + (5 + i)².
    Resolução:
    z = 25 – 10i + i² + 25 + 10i + i² = 25 – 10i – 1 + 25 + 10i – 1 = 48

    Determine o valor real de x para que o número complexo:
    z = (1 – 2x) + 3i seja um número imaginário puro.
    Para que z seja um imaginário puro é necessário que Re(z) = 0,
    Pois Im(z) = 3 ≠ 0
    Então:
    1 – 2x = 0
         -2x = -1
            x = 1/2
    verificando, vem:
    z = (1 – 2x) + 3i = (1-2.1/2) + 3i = 0 + 3i = 3i (imaginário puro)
    logo, x = 1/2
    z = (8 – x) + (2x – 3)i seja um número imaginário puro.
    8 – x = 0
          x = 8
    para x = 8, temos:
    (2.8 – 3) = 13 ≠ 0
    Logo, x = 8


    Conjugado de um complexo
    20nc.jpg
    Vamos obter os conjugados dos seguintes números:
    21nc.jpg


    Divisão

    Dados os complexos z1 e  z2   com z2  ≠ 0, podemos fazer
     z1 /z2    multiplicando o numerador e o denominador da fração pelo conjugado do denominador.
    Considere z1 = a1 + b1i e z2 = a2 + b2i.
    22nc.jpg
    Exemplos:
    Vamos efetuar a divisão de z1 = 2 + 4i   por   z2 = 5 – i ;
    24nc.jpg
    Utilizando o conjugado de um número z, vamos obter o seu inverso:
    26nc.jpg
    Escreva os conjugados dos seguintes complexos:
    z = -3i + 1
    conjugado: 1 + 3i
    28nc.jpg
    Efetue as divisões:
    29nc.jpg
    30nc.jpg
    Simplifique a expressão:
    31nc.jpg
    Determine o número complexo z tal que:
    32nc.jpg
    (a + bi) – (a – bi) + (a + bi)(a – bi) = 8 + 4i
    a  +  bi – a + bi + a² - abi + abi – bi² = 8 + 4i
    2bi + a² + b² = 8 + 4i
    2b = 4
    b = 2
    a² + b² = 8
    a² + 4 = 8
    a² = 4
    Logo, z = 2 + 2i  ou  z = -2 + 2i

    Potências de i
    Estudando as potências de i